Salve o Coração da Amazônia

A demarcação da Terra Indígena Sawre Muybu, do povo Munduruku, se arrasta há anos na burocracia estatal e atualmente está completamente paralisada. O prazo administrativo para a decisão sobre a demarcação foi encerrado em novembro de 2016, mas, até o momento, o Ministério da Justiça ainda não se pronunciou a respeito.

Fundamental para assegurar a proteção do coração da Amazônia, a demarcação garante o direito originário dos Munduruku ao seu território tradicional, evitando que sua sobrevivência vá por água abaixo com a implantação de grandes projetos de infraestrutura. Com o apoio de mais de um milhão de pessoas, a maior das barragens teve o licenciamento arquivado, mas precisamos continuar unidos para colocar um ponto final nessa história. Vamos aumentar a pressão sobre o governo brasileiro para acabar com essas barragens de uma vez por todas. Assine e compartilhe!

Junte-se aos Munduruku na Luta Pela Proteção do Tapajós

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O Mapa da Vida

O que um mapa revela? E o que ele esconde? O Mapa da Vida é resultado de um processo rico e intenso, desenvolvido ao longo de dois anos pelos Munduruku com o apoio do Greenpeace, do olhar do povo sobre seu rio e seu território.

Através dele, os Munduruku revelam o uso tradicional que fazem do seu território ancestral e como seu modo de vida é interligado e interdependente da natureza que os circunda; por isso, a necessidade de protegê-la e, com isso, garantir a própria sobrevivência do povo. Os Munduruku assumiram a liderança de todo o processo, incluindo toda a documentação audiovisual (a cargo do coletivo audiovisual Munduruku), resultando em maior autonomia do povo sobre seu rio, seu território e seu próprio futuro.

O povo Munduruku

O povo Munduruku vive na região do rio Tapajós há gerações – atualmente são mais de 12 mil pessoas que dependem do rio para sobreviver. Por isso, há mais de 30 anos eles lutam contra a construção de hidrelétricas na região. Os Munduruku exigem que o governo brasileiro reconheça oficialmente seu território e estão chamando pessoas do mundo inteiro para apoiarem essa luta.

Se milhares de pessoas se juntarem aos Munduruku nessa causa, juntos poderemos proteger seu território e a rica biodiversidade do local.

Hidrelétrica não é energia limpa

O licenciamento da hidrelétrica de São Luiz do Tapajós foi arquivado em 2016, mas ainda existem outras 42 planejadas ou em construção apenas na bacia do rio Tapajós. Em parceria com o governo, empresas como Siemens e General Electric podem vir a participar dessas barragens, lucrando às custas da exploração do meio ambiente. Hidrelétricas em ecossistemas frágeis como a Amazônia não podem ser consideradas energia limpa. Elas alagam milhares de quilômetros de floresta, liberando enormes quantidades de carbono na atmosfera e contribuindo com as mudanças climáticas. Povos indígenas e comunidades tradicionais também são ameaçados, sem contar plantas raras e animais em risco de extinção.

 

Um outro caminho é possível

É possível garantir a energia que o Brasil precisa sem condenar a Amazônia, sua biodiversidade e seus povos tradicionais. Em vez de contribuir com a destruição da floresta e a violação de direitos, o governo brasileiro e as empresas deveriam ajudar o país a desenvolver um futuro de energia renovável e verdadeiramente limpa, como a eólica e a solar.